Feriado prolongado. Uma ótima oportunidade para curtir uma praia em um dia de Sol, e conhecer novas pessoas.

Impressionante a diversidade que há entre os seres humanos, em nossa sociedade.

Admiro quem a reconhece, e sobretudo, enxerga como humanos todos os que se aproximam.

Quem vai ao Rio de Janeiro não pode deixar de experimentar os famosos “biscoitos globo” e o mate gelado que fazem muito sucesso no Rio.

Estava eu, em Copacabana, ao lado de uma pessoa que acabara de conhecer. Tampouco sabia a seu respeito, o que me aguçava ainda mais minha curiosidade.

Recomendou-me experimentar os famosos biscoitos.

Daí então, ao avistar um cavalheiro que se aproximava vendendo-os, o abordou, de maneira educada e descontraída.

Era um senhor de aproximadamente sessenta anos de idade, trabalhando debaixo de um Sol escaldante. Trazia em seu rosto marcas do suor de muitas gerações, bem como todo o sofrimento de seus antepassados.

Ela, com um leve sorriso, pergunta de qual localidade era ele, que responde ser da Paraíba. Ela, de Rondônia, busca, na hora, uma forma de criar uma empatia com aquele senhor.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que, sendo ela médica, pós graduada, com vivência no exterior, culta e bonita, conseguiu estabelecer, naquele momento, uma empatia muito grande com o vendedor de biscoitos. Ela o fez se sentir como um igual, porque de fato nós somos. Conseguiu colocar à parte todas as diferenças, sendo capaz de olhar nos seus olhos, e enxergar com a alma.

Em um mundo em que há tanta soberba e exclusão social, apesar de baixa estatura, teve a grandeza de oferecer um tratamento horizontal, fazendo o seu dia ficar melhor.

Somos todos almas errantes travestidos de personalidades diferentes, em um mundo em que confundem características externas com a verdadeira essência do ser.

Assim, concluo que na sociedade há três tipos de pessoas: os orgulhosos, os humildes por imposição da vida e os humildes por opção. Estes últimos têm a minha maior admiração.   

Quem dera tivéssemos mais pessoas assim.