Uma grande dúvida dos mediuns que estão começando sua jornada é saber o que fazer para melhorar seu contato com suas entidades.

Antes de mais nada, precisamos deixar claro que desenvolvimento mediúnico dura a vida toda. Por isso, não há razão para dizer: “Já sou um medium desenvolvido”.

Quando estamos começando a caminhada mediúnica, geralmente vamos a um templo, aonde cada mestre possui sua maneira peculiar de realizar esse trabalho. Em regra, praticamos uma vez por semana.

Percebe-se que o contato com espíritos varia de dia para dia. Há sessões em que sentimos uma forte vibração espiritual. Porém, também existem ocasiões em que essa vibração não está tão intensa assim.

Não é nossa pretensão trazer aqui uma verdade absoluta, mas tão somente provocar em você, medium, uma reflexão.
Perceba, nos dias em que a prática mediúnica não ocorreu muito bem, como foi sua semana. Veja o que ocorreu durante o dia. É de salutar importância nos prepararmos para o dia de desenvolvimento.

Ao fazer uma rápida análise, verifica-se que quando a semana é muito conturbada, o desenvolvimento não flui como nos outros dias.

As entidades sabem que temos muitos problemas. E não podemos esperar que todos eles se resolvam para dar início à nossa missão espiritual. Contudo, a maneira pela qual agimos diante das adversidades é que faz a diferença no desenvolvimento mediúnico.

É muito frequente, para aqueles que vivem em grandes cidades, se depararem com o stress do dia a dia, tal como a competição no mercado de trabalho, o trânsito, a agitação, etc. Além disso, a vida está cada vez mais competitiva, e algumas pessoas, acabam entrando em atrito conosco, devida a tamanha competição. Não só no mercado de trabalho, mas também as condições de moradia fazem com que cada espaço se torne mais disputado, e, consequentemente, o convívio se torna difícil. Não raros os casos de casais em desarmonia e familiares, por vezes desequilibrados, nos causam aborrecimentos.

A mediunidade é uma ótima oportunidade melhorarmos nossa conduta, diante de todos esses problemas. Não que a vida se torne mais fácil. Não. Mas, para sermos mediuns, no mínimo, a altura do que nossos guias esperam, devemos agir de maneira diferente do senso comum.

Para ilustrar esse conceito, imagine um medium que inicia a semana sendo provocado (a) pelo (a) seu (sua) companheiro (a) a iniciar uma discussão. Ele (a) aceita, e fica a semana toda de cara feia, um para o outro. No dia seguinte, um colega de trabalho tenta agir de maneira desleal, e ele (a) mais uma vez, aceita a provocação e parte para briga, quase chegando às vias de fato. A semana continua, e ele (a), ao tentar tirar o carro da garagem, tem a passagem bloqueada por outro carro, que o faz perder meia hora do seu tempo. Quando o dono do veículo mal estacionado se aproxima, nosso (a) querido (a) medium não perde tempo em lhe dizer “umas boas verdades”. No outro dia, chega cansado (a) do trabalho e recebe um telefonema de uma central de telemarketing, tentando lhe vender um produto que não é de seu interesse. Logo, não deixa a pessoa falar e bate o telefone em sua cara. O final de semana sequer chegou e aquele parente chato aparece em sua casa. Nosso (a) medium perde a paciência e compra mais uma briga. Depois de tudo isso, chegou o grande dia da semana, dia de ir para o templo desenvolver a mediunidade.

Será que esse (a) medium sentirá com intensidade suas entidades?!

O que pode atrapalhar seu desenvolvimento não é um acontecimento desagradável, mas a maneira de lidar com as situações ruíns, bem como com as pessoas que entram em rota de colisão conosco. Não que estejamos cercados de pessoas más, porém, algumas vezes, nem todas elas sabem aonde começa e termina seus direitos. Outras, nos veem como inimigas, pelo simples fato de vivermos lado a lado, lutando por um lugar ao Sol.

Assim sendo, a mediunidade é uma grande oportunidade de vivenciarmos o que prega o cristianismo. Devemos oferecer o outro lado do rosto, ao receber um tapa; devemos caminhar o quilômetro extra e devemos perdoar setenta vezes sete.

Ainda que achamos que alguns não mereçam ser bem tratados, é nosso dever como mediuns, não fazer distinção, e sermos indulgentes para com todos. Mesmo não conseguindo sentir afeição por todos, devemos respeitar e ter uma conduta caridosa. Pois caridade não é só material.

Não faz sentido querer desenvolver a mediunidade para fazer caridade, e não ser caridoso com as pessoas que o cercam, sejam elas boas ou não. Quem somos nós para escolher que merece nossa indulgência?!.

Amar não é gostar. Amar é praticar algumas ações desse conjunto de qualidades chamado amor.

Paciência, perdão e tolerância, muita tolerância, são algumas virtudes que compoem o arcabouço do amor.

Podemos praticá-las com quem gostamos e também com nossos desafetos. Pois esse é o dever do medium. Agindo assim, você poderá comprovar os resultados no decorrer de sua vida mediúnica.

Vale a pena!