Foi batizado; uma voz soou dizendo que Ele era Seu filho querido, a quem tanto amava;
Depois o mandou para o deserto.
Para o deserto!
Filho de Israel;
Teu povo ao deserto fora enviado;
Quando o fim do cativeiro havia chegado;
E lá fizeram morada;
Nômades, seguidores do senhor do cajado, rumo à terra prometida;
Quanto a Tu, És rei;
És o Senhor dos exércitos;
E ainda assim, És enviado para o deserto?!;
A fome e a sede acamparam em teu corpo;
Seus olhos cerrados, receberam como lâmina a areia incessante que os ventos jogavam contra Ti;
Os chacais lhe rondavam;
O cruel e traiçoeiro veneno da serpente apareceu como a mais sedutora das tentações.
Mas por que?
Fazes água virar vinho;
Banhaste-se no Jordão;
Cheio da mais pura brancura, fostes inundado pelo Espírito;
As núvens, a Terra, os ventos e tudo, testemunharam os dizeres que O aclamaram como o Filho querido a quem Deus tanto ama;
E ainda assim, fostes mandado para o deserto;
Por que?
Por que?
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Porque Estive, desse modo, caminhando rumo à Grande Luz;
E no calor do deserto, Ela incorporou-se a mim, e Eu a Ela;
Somos Um Só;
Eis o mistério que faz aquele que está só, juntar-se a Mim e ao Pai;
Vencendo as tentações;
Superando as dores e aflições;
Tirando o veneno da serpente; expulsando-a da sua companhia;
Assim, você, Eu e Ele, tornamo-nos Um só corpo.