Difícil acreditar, hoje em dia, que algum internauta ainda não esteja cadastrado no Facebook. Sendo assim, dispensa-se comentários a respeito do que vem a ser, digamos, esta maravilhosa fonte de ilusões. No entanto, deixa eu dividir com você alguns de meus pensamentos:

Entro no “Face” e vejo algumas frases do tipo: _ “Amo demais meus amigos, detesto falsidade, valorizo as pessoas pelo caráter, não me preocupo com seus bens materiais, estou solteira por opção, amo a natureza, defendo os animais, etc.”,

Inclusive, as fotos que vejo são de pessoas alegres, se divertindo, e, jamais estão sós.

Daí então me pergunto: _ Nossa! Será que só eu não estou explodindo de felicidade  o tempo inteiro?!

Espere!

Eu sei que você também já se fez essa pergunta. E digo mais: _ arrisco dizer que você conhece gente que não  tá tão feliz assim, e nem por isso deixa de postar suas fotos de viagens, baladas, festas, passeios românticos, e por aí vai.

O grande “X” da questão é:

Se sabemos que as coisas não são como parecem, por que, ainda assim, sentimos uma sensação de que todos são mais felizes do que nós?!

Não se preocupe!

Somos pessoas inteligentes; sabemos raciocinar. Entretanto, é preciso levar em consideração que, embora tenhamos consciência da realidade, nosso inconsciente acaba absorvendo as informações em forma de sentimento, ou seja, por mais que eu esteja consciente de que há uma falsa realidade esculpida nas redes sociais, a razão e emoção nem sempre andam juntas, isto é, minha mente absorve as emoções que estão sendo transmitidas e, inconscientemente, acabamos absorvendo, ao pé da letra, as mensagens.

Deste modo, mesmo tendo boa percepção e conhecendo a vida particular de seus amigos, a ponto de saber que não são tão felizes como parecem,  ainda fica a sensação do “patinho feio” dentro de nós.

Mesmo assim, não discordo de que as redes sociais são ótimas ferramentas e, arrisco dizer até indispensáveis, nos dias de hoje.

Porém, acredito que seria mais saudável, postar mensagens que mostram a todos que também temos problemas, que também sentimos tristeza e temos nossos dias de solidão. Se todos esconderem seu lado vazio, não haverá chance dos amigos preenchê-lo.

Já escrevi alguns comentários sobre a teoria do filósofo Luis Felipe Pondé: “A Ditadura da Felicidade”. Recomendo a leitura deste artigo, em meu Blog. Mas, nos dias de hoje, somos muito cobrados, no sentido de demonstrarmos uma felicidade constante.

Desse modo, entendo, meus amigos do Blog, que nenhum de nós precisa se render à sedução de ser mais um soldadinho do “fantástico mundo da pseudo-felicidade!

Resumo da ópera: continuarei com meu “Face”, postando mensagens tanto de alegria, quanto de tristeza. (Por isso que, às vezes posto alguns palavrões, rsrsrs).

Não se esqueça de deixar um comentário.

Até a próxima!!!

Ronaldo Figueira