Precisamos evoluir nossa concepção sobre Deus.

Deus é Deus, sempre. Sempre foi, sempre será.

Mas a forma pelo qual foi cultuada foi sempre a mesma?

Dentro de nossa visão limitada, ante a impossibilidade de compreendê-lo na sua totalidade, limitamo-nos no nosso entendimento sobre como enxergávamos o mundo.

O mundo tinha o homem como o “chefe da família”. As famílias eram patriarcais.

Conforme o Código de Hamurabi: “olho por olho, dente por dente, era autorizada a prática da vingança contra quem infringisse a lei. Logo, nosso senso de pseudo justiça nos indicava que a forma Divina era dotada de ódio e punição.

As paixões e o egoísmo nos faziam sentir demasiado apego pelas coisas e pessoas. Tal apego gerou o ciúme. Em razão disso, exigíamos atenção exclusiva.

O ditado: _ “quem meus filhos beija, minha boca adoça”, não fazia o menor sentido, pois queríamos a atenção só para nós. Assim sendo, achamos que o Criador assim pensasse também, pois receávamos possuir estátuas, obras de arte e qualquer deidade, temendo lhe provocar ciúme.

Enfim, esse “deus” punitivo, machista, rancoroso, e ciumento não mais se enquadra no modelo de perfeição Divina, cuja consciência do século XXI é capaz de assimilar. Na era do multiculturalismo global, da velocidade da informação, da ruptura com governos despóticos, das descobertas científicas de alta tecnologia, da igualdade de sexos, cor, etnia e afins; qual será a “cara” de Deus para este século?!