Saravá
Me chamo Pai Joaquim da Guiné.
Venho falar de um assunto muito importante no meio umbandista, mas serve a todos os seguidores de Cristo.
Vivemos na época da marginalização do próximo.
Os irmãos não conseguem se enxergar como semelhantes. Muitos brigam por tão poucas ofensas. Não se pode exigir do irmão o que não se faz consigo mesmo.
A paciência, a bondade e a justiça são virtudes que devem ser praticadas primeiramente com você mesmo.
Como pode alguém querer justiça sem se preocupar em ser justo.
Os liames que sustentam nossa crença é de um Deus de bondade, de simplicidade. Por isso tomamos a aparência de negros velhos simples, pois não queremos luxo. Nem queremos vê-los fazendo coisas que os levem a desejá-la a qualquer custo.
Sejam simples na maneira de ser, no modo de falar e no comportamento, acima de tudo, íntegro para com sua religião.
Pois ao bater a cabeça, o que se pede é pureza de coração. Um coração puro para com o sagrado.
Lembre-se que sacro também é a face do próximo, seja qual for o seu credo.
A caridade é amar, é lutar e preocupar-se mais com as coisas que não são só de seu interesse. Isso é comunhão.
Nesse mundo não adianta que ninguém é melhor. Não precisam se aborrecer se o irmão tem um veículo mais novo, uma roupa mais bonita, ou trajes da moda. O que se vê é o espírito.
Pensem nisso, meus filhos.
Esse é o recado desse negro velho mirongueiro.
Com amor.
Pai Joaquim da Guiné