Vivemos na sociedade do parecer:
Parecer ser feliz;
Parecer ter dinheiro;
Parecer ter uma família estruturada;
Parecer ter uma boa vida amorosa;
Parecer ter bom relacionamento com os filhos;
Parecer ter sucesso;
Parecer inteligente;
Parecer caridoso;
Parecer um sujeito livre de preconceitos;
Parecer transparente;
Parecer preocupado com as questões sociais;
Parecer preocupado com os animais;
Parecer ter muitos amigos;
Parecer verdadeiro;
Parecer que é democrático;
Parecer que respeita todas as religiões;
Parecer que pertence a outra classe social;
Foi-se o tempo do “ter”. Nem precisa dizer que o tempo do “ser” ainda não chegou, pois sempre quisemos ter, cada vez mais.
No entanto, com a mentalidade voltada para a aquisição de bens materiais, nos esquecemos de cultivar alguns valores intrínsecos, de modo que o desejo de se tornar melhor que o outro se torna uma meta insaciável.
Daí então, o que se tem não é o suficiente, pois se quer mais e mais. Mesmo não havendo a necessidade de consumir, nos sentimos instigados a isso, pois quanto mais se consome, mais prazer teremos.
Por conta disso, o “ter” é algo inatingível. Preciamos parecer que temos, mesmo que isso custe algumas ranhuras em nosso caráter e uma grande dívida no banco.
O banco!
Sim, ele pode lhe ajudar. Mas até que ponto?!
As instituições financeiras compõem o ramo do mercado que obtêm maior lucro, no mundo. Com um cartão de crédito, você pode parecer que é qualquer pessoa que você quiser. Você pode comprar roupas, joias, ir ao salão de beleza; enfim, tudo fica fácil.
Mas depois vem o desespero, pois o banco não é instituição de caridade, embora pareça muito bonzinho nas propagandas.
Mergulhado em um emaranhado de contas para pagar, com o humor e a autoestima comprometidos, a necessidade em parecer alguém diferente se torna ainda maior.
É por essas e outras razões que, preocupados em causar uma boa impressão, vamos tentar parecer, perante à sociedade, que somos felizes, que temos dinheiro, família estruturada, amor, etc. etc. etc. …