No útero materno do universo fui gerado.
A Grande Mãe (Força Criadora do Universo- Deus) me gerou e continua nesse processo até hoje. Nutre-me por um canal de acesso em que só nós dois conseguimos sintonizar.
Amor, muito amor eu recebo. E assim, vou me nutrindo e expandindo o meu ser.
Assim como uma mãe não se importa que seu filho se estenda em seu ventre, não se incomoda com os movimentos, algumas vezes, até abruptos. A Grande Mãe não se irrita comigo, nem mesmo na minha ânsia de me mover e agir abruptamente no ventre do Universo.
Uma mãe continua amando seu filho, mesmo com as dores da gestação e do parto. E esse amor cresce cada vez mais.
Ela sente em seu âmago tudo aquilo que deixa seu filho infeliz. Sabe de seus anseios, suas angústias. E compreende que seu filho sequer pode saber como ela, verdadeiramente é, ou quem ela é como um todo. Pois essa noção de “todo” nós ainda não temos. Somos apenas embriões do ventre universal da nossa Divina Mãe Criadora, Senhora Deusa, Senhor Deus; seja qual for o nome que queira dar. Eu a chamo nesse momento de Grande Mãe do Universo. Essa Força Criadora de tudo e de todos, que tanto amo, e, constantemente, sou nutrido pelo seu amor.
Um dia, deixarei de ser um embrião e assim poderei te ver, te sentir, te compreender na sua mais pura essência. Por enquanto, vou sentindo o seu calor, o seu carinho me aquecer.
Salve Grande Força Criadora!
Ronaldo Figueira