Publicado em: 12/08/2009

Por: Flavia Penedo

Hoje em dia, em um mundo tão atribulado, estressante e corrido como o que vivemos, as pessoas parecem estar cada vez mais em busca de harmonia. Mas será que é tão difícil assim? O que acontece é que essa palavrinha tão almejada não pode ficar só pairando na mente, como se fosse um ideal distante a ser alcançado. Precisa ser trazida para o concreto, para a vivência diária, até que se torne um estado de espírito real, integrado internamente.

Como você lida com o tempo? De que forma você encara e se relaciona com as mais diversas situações que ocorrem na sua vida, ou no dia a dia? Você vive apressado, ansioso? Seus problemas te sufocam e oprimem, ou você busca sempre um maior entendimento e a melhor forma de lidar com eles?

Pois é disso que trata A Temperança, o Arcano XIV do tarot, que vem para nos ensinar a lição da suavidade e da moderação. Na carta, uma mulher com asas de anjo está vertendo água de um recipiente a outro, sem derramar uma única gota. Ela está compenetrada, não tem pressa, tudo é feito com calma e no seu tempo, sem se deixar levar pelo fluxo emocional. Há uma profunda serenidade, porque ela sabe que tudo vai ficar bem.

Temperar é a arte de encontrar a proporção certa dos ingredientes para que, dessa mistura, resulte uma comida gostosa através da conciliação dos sabores. E, trazendo esse conceito para o universo pessoal, podemos concluir que estamos também sempre buscando esse tempero dentro de nós, tentado conciliar nossos atos, nossas reações, nossos sentimentos conflitantes.

A busca pelo equilíbrio

Conquistar harmonia nada mais é que buscar, a cada dia, uma cura interior e perceber que esta só se realiza através do equilíbrio dos sentimentos e da complementação entre os planos mental e emocional. É quando temos a oportunidade de fazer, internamente, o casamento entre a razão e a emoção, o masculino e o feminino e todos os opostos que habitam em nós. Essas forças opostas sempre irão existir, portanto, não devemos alimenta-las com uma energia de guerra, mas de cooperação.

Precisamos ter calma e paciência para lidar com as situações da vida. E a relação com o tempo é um fator-chave para se conseguir isso. Vivemos correndo, sufocados em prazos, querendo programar cada minuto do nosso dia, planejar o futuro em cada detalhe. Só que nem tudo pode ser previsto, definido, cronometrado. Essa sensação de perda de controle acaba produzindo ansiedade, frustração, explosões emocionais, rigidez, tensões de todo tipo. Esses sentimentos todos geram uma energia imensa, mas são opressivos, porque são caóticos e limitantes. E é aqui que deve entrar em cena o poder de transmutação que todos possuímos, que é a capacidade de canalizar toda a energia acumulada e manifesta-la de forma positiva, para que ela aja a nosso favor.

Portanto, pise no freio, respire fundo, relaxe, não se pode controlar tudo. Busque agir de forma equilibrada e adaptada ao ritmo da natureza. Quando estamos centrados, nos relacionando bem com nosso silêncio interior, não há desgaste, nem perdas, não há tensão, nem ansiedade por resultados rápidos, não há esforço. Desta forma, ficamos mais abertos às intuições e as soluções acabam chegando mais facilmente.

Experimente reservar um momento do seu dia para buscar esse estado de calma interior durante alguns minutos, até que, com o tempo, isso se torne natural e reconfortante para você. Para ajudar, você pode usar o óleo essencial de sândalo, que conecta o chakra básico ao chakra coronário, ou seja, a nossa raiz, nossa base, nosso instinto de sobrevivência, à mais elevada expressão espiritual que chega até nós. Representa a união entre o céu e a terra, o yin e o yang, e ajuda a promover essa alquimia interna.

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