Entre a religião da Babilônia e da Assíria, não existe, na realidade, diferença alguma. Possuíam, ambas, a mesma religião como tinham idênticas a língua, a arte e a literatura.

Ao primeiro exame, poder-se-ia pensar que a religião assírio-babilônica faz exceção à regra que as religiões sem lideres permanecem essencialmente primitivas. Em tempos muito remotos existia um panteão e pouco depois tenderam as crenças para o monoteísmo. Os deuses evoluíram com um deslocamento de seus atributos, ganhando, porém, os mais poderosos, maior estabilidade.

O deus-sol Marduk era o deus principal já no vigésimo segundo século a. C., no tempo de Hamurábi, o organizador de um código legal que, provavelmente, influenciara, um milênio depois, o pensamento de Moisés.

Seria um engano entretanto taxar de puro monoteísmo a religião babilônica da época de Hamurábi. A preeminência de Marduk era em grande parte política. Foram à divindade guardiã da metrópole babilônica, crescendo-lhe a importância com a expansão daquela grande cidade.

A religião babilônica foi naquela época e mais tarde, praticamente, um politeísmo, caracterizado pelo culto de demônios e deus-animais. Reconhece-se sem a menor dúvida o politeísmo animista no culto popular dos três grandes deuses do período áureo da Babilônia. As vidas de seus habitantes foram muito influenciadas pelo culto da sua deusa-lua Sin, do deus-sol Shams e da deusa-planeta Ishtar, o planeta Vênus.

O mais importante destes, foi, talvez, Ishtar, a grande deusa da fertilidade, adorada em rituais que, hoje, se considerariam altamente imorais.

Ishtar era tida por consorte de Marduk, sua rival na liça do favor popular.

Embora mostrasse tendências para o monoteísmo, essa transição jamais se efetivou. “Alguns passos foram dados nessa direção, mas a força de antigas concepções animistas dos deuses era demais poderosa para promover uma transformação definitiva da religião” (“Religions of the Past and Present”, pág. 62, Morris Jastron Jr.).

As grandes orações têm sido sempre o traço distintivo das grandes religiões, mas na Babilônia d na Assíria a prece, em sua maior parte, mal transpôs o encantamento e a adivinhação. Quando as coisas iam mal, a encantação era utilizada para remenda-las. Se havia temor da aproximação do mal, recorria-se às artes divinatórias a fim de o afastar. Nenhuma outra religião revelou tão grande desenvolvimento das artes divinatórias. Acreditava-se na predição de quase tudo, mediante o exame do volume, da forma, das marcas e peculiaridades do fígado de um animal sacrificado, pois havia a certeza de que nesta víscera se localizavam a inteligência e as emoções – crença que veio influenciar a teologia hebraica.

A adivinhação encontrou campo favorável nas ocorrências mais raras de toda espécie. Os sonhos, o movimento dos astros e o movimento dos animais, especialmente o dos pássaros – todos tinham sua significação. A astrologia adquiriu tal desenvolvimento, a ponto de criar a idéia popular de contribuir aquela prática a principal feição da religião de babilônicos e assírios.

Eram grandes sábios os sacerdotes que se incumbiam de interpretar os presságios celestes e dar conselhos, e procuravam descobrir a vontade dos deuses através dos aspectos do fígado do animal sacrificado.Embora tivessem eles amplas oportunidades para recorrer à fraude e se enriquecerem pessoalmente, seus conselhos, ao que parece, formulavam-se sempre dentro da melhor conduta.Os registros ao nosso dispor revelam, nessas advertências, o notável propósito de elevar o valor da honestidade e da equidade nos negócios e relações pessoais.

No código de Hamurábi transparece o sentimento de alto apreço da justiça. Caíram, porém, a Babilônia e Assíria, antes lhes surgir qualquer grande líder religioso.

RETIRADO DO SITE:

http://www.edeus.org/edeus/babilonica.htm

COMUNIDADE POVO DE ARUANDA (ORKUT}

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=11739186

http://povodearuanda.wordpress.com/2006/11/28/religiao-babilonica-e-assiria/