Muitas pessoas freqüentam um grupo espiritual, espiritualista, ou até mesmo uma religião, a fim de conhecer e aprimorar o contato com as entidades que o assistem.

Há uma curiosidade inevitável nos médiuns que dão os primeiros passos no caminho da espiritualidade: _ Desejam saber quem são seus guias. Alguns até querem até mesmo saber se poderão falar pessoalmente com seus mentores.

O sono que o corpo vivencia no plano rústico da matéria, uma vez que neste mundo perdemos parte de nossa consciência, faz com que as pessoas percam muitas de suas faculdades. Daí a dificuldade de aprimorar o contato com os amigos do “lado de lá”.

O desenvolvimento mediúnico está intimamente ligado ao desenvolvimento humano. Isto quer dizer que é necessário aprimorar suas qualidades como pessoa para que o contato com o mundo espiritual se torne mais sensível.

É muito comum, em certas ocasiões, haver um “endeusamento” dos guias espirituais. Isto ocorre com mais freqüência nos guias que incorporam em seus médiuns e ministram consultas espirituais.

As pessoas se sentem impressionadas com a postura, os conselhos e as orientações de seus guias.

Alguns médiuns que incorporam guias de consulta questionam sua própria fé ao ver seus consulentes conseguirem seus objetivos, tais como saúde, emprego, amor, etc. E muitos daqueles médiuns carecem destes mesmos problemas. Este é o momento aonde alguns perdem a fé.
Outras pessoas, leigos no assunto, ao saber que há um determinado templo em que recebem entidades, estas fazem curas, ajudam no trabalho e nos casos de paixões, correm para lá, como se tivessem encontrado a tenda dos milagres.

Ao chegar ao templo, consultam-se os espíritos e, muito comumente, o consulente obtem revelações de sua vida. Mais do que isso, em pouco tempo, consegues-se curas maravilhosas.

A partir daí, a pessoa imagina conhecer alguém no plano espiritual que poderá resolver todos os problemas de sua vida. Não demora a entender que isso não é possível, logo, vem a decepção.

Sejam os médiuns, sejam os consulentes que visitam os templos, o que os guias e mentores desejam é que não os vejam como santos milagreiros, nem como Vs. Majestade. Apenas como amigos espirituais a lhes guiar e auxiliar em todos os momentos.

Não pense que esta ou aquela entidade lhe dará algo material, pois no mundo em que se encontram, poderão dar somente amor, voluntariedade, sentimentos nobres e tudo que venha do coração.

Quanto às aflições materiais que esta vida lhes afeta, os guias conhecem bem, pois já passaram por isso também. Sabem da importância dos bens materiais, mas não colocam neles seu coração. Compreendem a necessidade de amar e ser amado, mas não irão desmanchar casamentos nem desestruturar famílias em busca dos prazeres da carne.

Não vão lhes dizer os números da loteria, mas farão de seus adeptos, pessoas de muita sorte. Pois dão aquilo que o dinheiro não pode comprar. E ensinarão a ter mais fé, principalmente em si mesmos e nesta “Força Maior” que une você a seus guias espirituais.

Ronaldo Figueira