Recentemente, após ter assistido ao filme “O Ritual”, com Anthony Hopkins, tive algumas reflexões sobre este assunto que, embora temido, desperta a atenção de muitos espiritualistas.
Trata-se de uma experiência exorcista, isto é, o ato de expulsar demônios. Segundo o filme, para exorcizá-los é preciso saber seus nomes.
Saindo da ficção sobre diabos, demônios e coisas do gênero, entendo que o ponto “X” da questão é este: _ dar nome aos demônios de nossa vida. Daimon vem do grego; significa gênio; bom ou mal.
Ocorre que ao darmos nome a eles, identificamos o que nos aflige e assim poderemos sanar os males do espírito.
Ira, ganância, inveja, preguiça; sem contar outros nomes como contas à pagar, vizinho chato, chefe mal humorado e por aí vai.
O que quero dizer é que o tal do “demônio” que ficou conhecido arquetipicamente como um ser de chifres e rabo, nada mais é que a representação humana de sentimentos negativos que perturbam nossa consciência.
O ser humano precisa de tais figuras para compreender certas mensagens, pois temos dificuldades em assimilar conceitos. Haja vista, se o evangelho fosse escrito tão somente por conceitos, seria apenas um tratado filosófico, isto é, ninguém entenderia nada.
No entanto, o que nos faz ser constante ou raramente endemoniados é a qualidade dos sentimentos que colocamos em nosso coração.
Assim, se suas contas a pagar lhe parecem um demônio, verifique se a ira, a tristeza, a inveja, a insegurança, a ansiedade invadiram seu coração. Estes, de fato, podem ser classificados como demônios. Aliás, caberá a cada um, olhar nos olhos dos seus “diabos” e vencer as tentações.
Tal regra também se aplica àqueles que nos ofendem, que nos machucam, que nos ignoram, etc. Pois, quando vencemos essas tentações, tornamo-nos seres divinos. Aliás, esta é a nossa essência.